sexta-feira, 20 de abril de 2012

Plástica gengival, a cirurgia de correção da gengiva


Um sorriso largo e verdadeiro mostra as intenções e muitas coisas mais a respeito da pessoa, por isso, quem sofre com algum problema estético bucal, costuma se sentir muito incomodado e até desenvolve certos traumas, evitando sorrir abertamente.
Assim é com quem apresenta o que se chama de “sorriso alto”, ou quando as gengivas são muito salientes.

O problema da gengiva alta pode ser em níveis mais amenos ou bem graves e pode ter diversas causas

  • encurtamento do lábio superior;
  • fatores congênitos ou adquiridos, como:
  • hiperplasia gengival por medicamentos, placa bacteriana ou aparelho ortodôntico;
  • hereditariedade;
  • hiperatividade do músculo elevador do lábio superior;
  • erupção dentária alterada;
  • crescimento vertical da maxila;
  • disfunções hormonais ou
  • causas mistas, ou seja, mais de uma causa juntas.

Plástica gengival, a cirurgia de correção da gengiva

A periodontia oferece cirurgias diversas para corrigir, minimizar a aparência ou disfarçar as gengivas salientes. É a Cirurgia Plástica Periodontal, que deve ser escolhida conforme o caso, após um exame minuncioso, em que são avaliadas as características físicas, pontos faciais de referência, situação da saúde gengival, radiografias e fotografias das proporções entre altura e largura de cada dente. Esses exames são feitos de várias formas, com os lábios em repouso ou com um sorriso forçado.
A identificação da origem do problema é fundamental para a escolha do tipo de procedimento a ser realizado.
O procedimento para retirada do excesso de gengiva chama-se gengivoplastia e é relativamente simples.
A anestesia é local e a cicatrização leva de 7 a 14 dias. Observados todos os cuidados pré e pós-operatórios, quando  o paciente deve colaborar para o sucesso dos resultados.
Quando a origem do problema gengival é esquelético, ou seja, o paciente apresenta crescimento do maxilar superior e a exposição gengival é maior do que 8mm, a indicação é que um cirurgião bucomaxilofacial realize uma cirurgia ortognática, em que parte do osso é removido e reposicionado.

Fotos de antes e depois do procedimento cirúrgico

Antes e depois da plástica na gengivaAntes e depois da plástica na gengiva

Entrevista com Dr. Marlos Loiola



Prezados amigos,

Trata o presente tópico do mais novo projeto do Blog Prodontia-Implantodontia e Estética, que tem por finalidade apresentar aos leitores, através de entrevistas, os mais renomados profissionais da área e  suas experiência pessoais no decorrer desta trajetória.

Assim, daremos início a este ciclo com a brilhante participação do Dr. Marlos Loiola, no qual tenho a honra de ser amigo. 

Senão vejamos:

    1 -  Dr. Marlos, conte-nos um pouco da sua carreira acadêmica e profissional?

Comecei minha graduação na Faculdade de Odontologia da Universidade de Itaúna-MG;  me especializei em Ortodontia pelo Centro Baiano de Estudos Odontologicos – CEBEO, onde tenho hoje o prazer de ser professor do programa de especialização em Ortodontia. Atualmente sou aluno do programa de Mestrado em Ortodontia da Universidade Cidade de Sao Paulo – UNICID. Tive a sorte também de ser convidado e pertenço à equipe do programa de especialização em Ortodontia do Instituto Agenor Paiva de Pós-graduação – IAPPEM. Atuo como Ortodontista na NOI – Nucleo de Odontologia Integrada em Salvador – Bahia. Sou autor do BLOG Ortodontia Contemporanea e Membro do GEORTO – Grupo de Estudos em Ortodontia da Bahia.


2 – Qual sua opinião acerca da interrelação Periodontista-Ortodontista?

Extremamente Importante! Sabemos que o periodonto é o “alicerce” das estrutras dentárias e quando este sistema extremamente elaborado entra em colapso, qualquer procedimento odontológico fica comprometido, seja ele na ortodontia, prótese, implantodontia, etc.

Ao meu ver o Periodontista é peça chave para o sucesso no tratamento Ortodôntico, principalmente em pacientes adultos (que vem a cada dia aumentando nos consultórios de Ortodontistas). Sabemos também que os adolescentes quando desmotivados durante o Tratamento Ortodôntico também são acometidos por patologias na estrutura Periodontal.

Enfim, um tratamento Ortodôntico bem sucedido é aquele que, ao ser finalizado, tenha conseguido dar ao paciente uma boa estética, boa função mastigatória e uma ótima saúde periodontal.

3 – Ante sua vasta experiência profissional, qual o procedimento mais aconselhável nos casos de pacientes com problemas periodontais?

Inicialmente, após receber os exames do paciente e elaborar seu plano de tratamento, analiso além da má-oclusão, estética facial, relação das bases ósseas a integridade das estrutras dentais e periodontais. Nos pacientes com comprometimento e predisposição já os encaminho ao periodontista para uma avaliação e intervenção se necessário for. Este paciente, desde o início do tratamento ortodôntico, fica conscientizado de que terá que ser acompanhado periodicamente até que ocorra uma finalização ortodôntica e sabendo que terá que ter o acompanhamento periodontal, se necessário, pós tratamento.


4 – "Dr. Marlos é autor do Blog Ortodontia Contemporânea e possui um Twitter com mais de mil seguidores". Diante desta importante constatação, para você qual a importância das mídias sociais na nossa profissão?

Atualmente acho extramamente importante, pois é uma forma rápida de interagir com colegas de outras áreas, centros de formação e até outros países. Gosto muito, pois o meu BLOG, assim como o seu, tem como foco a atualização com resumos de artigos científicos, acho que tanto os leitores como nós saimos ganhando tanto no aprendizado como na propagação da ciência na nossa profissão. Fico muito motivado quando vou a cursos ou congressos e me deparo com os leitores que nos acompanham. É  muito recompensador! E quem toca o BLOG  juntamente comigo é meu grande amigo pessoal  e colega Wendel Shibasaki, a quem devo muito pela dedicação e comprometimento junto ao referido BLOG.

5 – Atualmente tenho o prazer de participar do Grupo de Estudo em Ortodontia(GEORTO), em Salvador. Fale um pouco deste projeto aos nossos leitores.

O GEORTO é um grupo de ortodontistas e estudantes de especialização em Ortodontia, no qual ocorrem encontros mensais para discussão de casos clínicos, artigos e agora com visitas de professores de outros centros de formação, pois nosso grupo não possui ligação com nenhuma escola, professor ou associação. Nossa pedra fundamental é a democratização ao acesso aos conhecimentos contemporâneos da nossa especialidade.

Temos o prazer de contar com a participação de colegas com outras especialidades nas nossas reuniões, como p. ex. de um cirurgião bucomaxilofacial (atua na área de Ortognática), especialista em DTM, fisioterapeuta com formação em DTM,  e a participação de Dr. Alex  Guedes e sua inestimável ajuda, considerando sua visão como periodontista na discussão de casos clínicos. Por isso,  vejo hoje a Odontologia com Multidisciplinaridade, e com a integração de todas as áreas, onde saem ganhando nós profissionais e principalmente os nossos pacientes.




Contato:

domingo, 15 de abril de 2012

Clareamento dental



01 - Por que os dentes escurecem?
Existem vários motivos que podem escurecer seus os dentes. 
Entre eles podemos destacar:
Alimentos com corantes. Tipo chás, café, refrigerantes e molhos.
Uso de determinados medicamentos.
Problemas dentais, como trauma pulpar.
Pigmentação por restaurações antigas.

02 - Como funciona do Clareamento Dental?
O gel clareador penetra no esmalte e na dentina, e ao entrar em contato com as moléculas dos pigmentos responsáveis pelo escurecimento, as quebras em partículas menores que serão então eliminadas das estruturas por difusão. 
O resultado visual são dentes mais claros.

03 - Qualquer pessoa pode realizar um Clareamento Dental?
Antes do Clareamento, é imprescindível que a saúde bucal do paciente seja avaliada por um Dentista. 
Se houver necessidade, o profissional poderá tratar previamente, viabilizando, assim, o tratamento de Clareamento dental.

04 - Quais a modalidades de Clareamento?
A - Caseiro
Como é: O paciente realiza o Clareamento com moldeiras em casa sob orientação do Dentista.
Quanto tempo leva: Média de 3 a 4 semanas, com o uso diário do gel por uma hora a quatro horas, conforme concentração.
B- LASER: 
Como é: O Dentista realiza o Clareamento em seu consultório.
Quanto tempo leva: Até 3 sessões clinicas de aproximadamente 45 a 60 minutos cada.

Somente o Dentista sabe qual a modalidade é mais indicada para o paciente, e poderá fazer uso da associação das técnicas para determinados casos.

05 - O Clareamento Dental pode causar sensibilidade?
A incidência de sensibilidade depende muito de um paciente para outro. Quando presente pode ser facilmente contornada, com protocolos e produtos específicos. 
Já existe, no mercado, potentes dessensibilizantes e remineralizantes.

06 - O dente clareado fica enfraquecido?
O dente não fica mais frágil, o que pode ocorrer é uma perda mineral que será revertida pela ação da saliva. Alguns produtos utilizados no Clareamento dental já contem cálcio, que atuam reduzindo esta perda mineral.   Somente o seu Dentista sabe qual produto utilizar em você.

07 - Posso fazer o Clareamento sozinho ou preciso ir ao dentista?
Para sua segurança o Dentista deve acompanhar o caso do início ao fim, monitorando o processo para garantir a saúde do paciente e otimizar os resultados.

Você sabe o que abfração?


Conceito: A abfração pode ser descrita como a perda patológica de tecido dentário mineralizadona região cervical a partir de trincas e microfraturas induzidas por forças biomecânicas aplicadas diretamente sobre os dentes.
Dificilmente a abfração se apresentará de forma isolada. Em quase 90% dos dentes portadores de abfração, apresenta-se associado:
Faceta de desgastes;
Recessão gengival em forma de V.

Abfração, faceta de desgaste e recessão gengival denuncia que o dente provavelmente está em trauma oclusal e a imagem radiográfica poderá demonstrar sinais confirmatórios. E esses sinais, que confirmam uma lesão mais avançada por trauma oclusal, são:
espessamento da lâmina dura, 
alargamento do espaço periodontal, 
reabsorção vertical na cervical da crista óssea, 
aumento da densidade óssea alveolar.

O trauma oclusal é tão importante no desenvolvimento da abfração que, necessariamente, a avaliação e a correção das interferências devem fazer parte do plano de tratamento, especialmente os contatos oclusais em posição cêntrica, essencialmente danosos.

Naqueles casos de hipersensibilidade inexplicáveis pode estar associado às abfrações. Para identificar a abfração, deve-se pesquisar a integridade do esmalte cervical por visualização direta ou com o microscópio operatório. A abfração em suas fases iniciais pode ser subgengival. Especialmente nos pré-molares, a abfração representa a explicação para hipersensibilidade dentárias aparentemente idiopáticas. Como muitos profissionais não conhecem a abfração, não a diagnosticam e casos de hipersensibilidade são considerados idiopáticos.

As implicações ortodônticas da abfração:

No diagnostico e planejamento ortodôntico, a abfração pode ser considerada:
1 - um sinal de desajuste oclusais a serem corrigidos com o tratamento ortodôntico.
2 - parte de uma tríade própia do trauma oclusal pois geralmente está associada à atrição e recessão gengival em forma de V.
3 - na escolha dos melhores locais para se fixar acessórios ortodônticos como os bráquetes, que levam em consideração a altura da coroa dentária.
4 - uma das situações em que a reconstrução estética e funcional do dente requer a interação do ortodontista com o profissional da Odontologia Estética para reconstruir a forma e o tamanho dos dentes, desde o planejamento inicial do caso até a sua finalização.



Fonte: 
Controvérsias - Prof. Alberto Consolaro - Revista Clínica de Ortodontia Dental Press - 2009


O perigo das bandas mal-adaptadas



Se você usa aparelho, é provável que tenha bandas (anéis metálicos) nos molares.
As bandas são usadas para evitar descolamentos repetidos dos tubos dos molares e funcionam muito bem quando estão bem adaptadas à anatomia do dente.
Mas se não houver esta adaptação em que a banda fica bem justa no dente, você pode ter problemas durante o tratamento.
Como isso pode acontecer?
O problema está na cimentação da banda.
Quando há uma adaptação perfeita, a quantidade de cimento que fica entre o dente e a banda é mínima formando uma linha de cimento finíssima.
Isso protege o cimento do contato direto com a saliva.
Mas se houver um espaço grande entre o dente e a banda devido à uma má adaptação desta, será necessária uma grande quantidade de cimento para compensar esta diferença.
A linha de cimento, ou seja, a parte do cimento que vai ficar em contato com a saliva, fica muito grossa e começa a sofrer ação das enzimas salivares se dissolvendo lentamente.
Assim se cria um espaço sem cimento entre o dente e a banda. Neste momento você pode sentir que a banda não está completamente presa ao dente e apresenta certa mobilidade (normalmente subindo e descendo).
Durante a mastigação, este espaço é preenchido por resíduos alimentares que dificilmente serão removidos com a escovação.
E então pode haver gosto desagradável na boca, mau hálito, sangramento gengival no local, inflamação da gengiva em torno da banda, penetração da banda no sulco gengival e até mesmo problemas mais graves como abcessos periodontais e cáries extensas.
Por isso você deve sempre estar atento às bandas do seu aparelho e em caso de mobilidade ou qualquer alteração nos tecidos adjacentes, converse com o seu ortodontista para evitar complicações desnecessárias.
Lembre-se que a prevenção garante um tratamento mais tranquilo.

limpeza do aparelho ortodontico


MANUAL DE HIGIENE BUCAL

Dicas Sobre Higiene e Saúde Oral


Cárie e doenças gengivais são conseqüências de hábitos alimentares inadequados associados a uma higiene oral precária e ineficiente. Os principais passos para a verdadeira cura, são: uma melhora substancial da higiene oral e o controle da dieta (ingestão de sacarose), desta forma estará cuidando da sua saúde bucal e fazendo a manutenção para durabilidade do tratamento dental.


A escova dental tem como finalidade a remoção de resíduos de alimentos e placa bacteriana que é um acúmulo de bactérias que fica fortemente aderida ao dente, sendo a grande causa de cáries e doenças gengivais. A placa bacteriana é incolor ou levemente esbranquiçada (uma espécie de "massinha" que fica na superfície do dente), e às vezes, sequer é notada. Quando permanece em um lugar por um bom tempo pode se calcificar, formando o tártaro.


Os pacientes que utilizam aparelhos ortodônticos fixos devem proceder a seqüência adequada de higiene bucal, sendo que ao mínimo devem ser em número de 05 (cinco) vezes diariamente o número de escovações associados ao uso do fio dental. Além disso deve-se fazer uso de enxaguatórios bucias.


Lembre-se que nem os aparelhos ortodônticos e nem o material usado para a colagem destes aos dentes causam cáries e o verdadeiro causador é o alimento que fica depositado ao redor destes e que deve ser removido sempre.


Qualquer duvida, sempre estamos prontos a esclarecê-las.




Escova de Dente


É importante que a escova remova placa bacteriana sem traumatizar os tecidos gengivais e para isto deve ter:
  • Cerdas macias ou extra-macias com pontas arredondadas e da mesma altura
  • Cabo reto, o que proporciona um melhor apoio
  • Cabeça pequena capaz de atingir as áreas posteriores e facilitar a escovação
A escova deve ser trocada no máximo após 30 dias de utilização, ou quando suas cerdas tornarem-se "amassadas e/ou abertas".




Fio Dental


Temos disponíveis diversas marcas, tipos e apresentações do fio dental. Podem ser, encerado ou não, com ou sem flúor, e com sabores (menta, canela).


Sua utilização é importante na remoção de resíduos alimentares e placa bacteriana que a escova dental não consegue retirar.




Fortalecimento dos Dentes


Usar pastas que contenham flúor é um grande passo na prevenção das cáries. Recentemente estudos mostraram que quanto menos água se usava para lavar o excesso de pasta após a escovação, maior era a capacidade de prevenção delas.


Portanto não enxágüe exageradamente a boca com água após a escovação, mas também não engula o excesso de espuma.


Bochechos caseiros com soluções prontas de fluoretos a 0,05% (Enxaguatório bucal Oral-B, Fluordent, dentre outros) durante 1 minuto, diariamente antes de dormir, podem reduzir a formação de cáries em 35%.


O flúor também pode ser usado em concentrações maiores no consultório dentário. Para isso é necessário marcar uma consulta de profilaxia (limpeza) e aplicação de flúor. Neste tipo de procedimento temos uma redução significativa no aparecimento de cáries (20% a 40%), mas deve ser feito com periodicidade média de três meses.




Recomendações ao paciente que usa aparelho móvel


  1. Usar o aparelho móvel 24 horas por dia retirando-o apenas para as refeições, ou a quantidade de horas especificadas pelo ortodontista.
  2. Guardar sempre o aparelho móvel em estojo apropriado. Nunca embrulhe em guardanapos ou guarde no bolso.
  3. Se não puder usar o aparelho móvel devido a quebra, falta de adaptação, estiver machucando ou traumatismo, guarde-o em caixa ou recipiente com água até a próxima consulta. Telefone para o ortodontista e avise-o. Sendo necessário, ele irá antecipar a consulta.
  4. Nunca se deve colocar o aparelho móvel, após as refeições, sem ter escovado os dentes e o aparelho.
  5. Pode-se beber água com aparelho móvel, mas sucos e refrigerantes não devem ser tomados com aparelho.
  6. Ativar os aparelhos e trocar os elásticos de acordo com as recomendações.
  7. O aparelho móvel pode pressionar os dentes mas nunca deve machucar. Uma sensação dolorosa é normal acontecer nos três primeiros dias após as ativações. A dor não deve ser insuportável. Avise o ortodontista se isso ocorrer.
  8. Reserve uma escova de dentes apenas para a limpeza do aparelho.
  9. Para evitar mau cheiro do aparelho móvel, coloque-o depois de escovado em meio copo de água com uma colher de sopa de água oxigenada a 10 volumes, ou uma colher de sobremesa de bicarbonato, deixe o aparelho na solução por 30 minutos. Nunca limpe o aparelho com água fervendo ou álcool.
Recomendações ao paciente que usa aparelho fixo


  1. Escove os dentes imediatamente após as refeições, e utilize o fio dental com o auxílio da agulha “passa fio”.
  2. Leve sempre a escova e pasta para as consultas ortodônticas e escove os dentes ao retirar o arco, quando o ortodontista pedir.
  3. Não utilize palitos. Eles podem danificar o aparelho.
  4. A partir do momento que se coloca aparelho fixo, o paciente não deve mais utilizar os dentes anteriores (da frente) para cortar alimentos (maça, cenoura, churrasco, sanduíches, etc.).
  5. Evite alimentos que tenha muita fibra (abacaxi, manga, cana-de-açucar, etc.). Pode-se fazer sucos com eles.
  6. Evite alimentos pegajosos (chiclete, bala de goma, caramelo, torrone, etc.), ou duros (pé-de- moleque, rapadura, amendoim, castanhas, nozes, côco, pistache, etc.).
  7. É normal o paciente sentir dor nos três primeiros dias após as ativações. Se o paciente não conseguir mastigar o alimento, tome líquido nestes casos e avise o ortodontista do ocorrido. O nível de sensibilidade à dor varia a cada paciente.
  8. Em caso de quebra do aparelho, telefone imediatamente para o ortodontista.
  9. Não é normal o aparelho machucar a boca. Telefone imediatamente para o ortodontista. Não remova o aparelho por conta própria.
  10. Solicite ao ortodontista cera para evitar que o aparelho fixo machuque os lábios e as bochechas.
  11. A frequência no uso do aparelho e as datas marcada para o ajuste são importantes para determinar o tempo de tratamento.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como garantir o sucesso do tratamento ortodontico:


Como sabemos, a integração entre odontologia e fonoaudiologia tem como objetivo normalizar o equilíbrio estomatognático, garantindo o sucesso do tratamento ortodôntico.
        Quando tentamos corrigir a arcada dentária com aparelhos móveis ou fixos, seja por estética, funcionalidade ou ambos, não podemos esquecer de toda a musculatura envolvente e de todas as funções que a cavidade bucal realiza.
        A fonoaudiologia avaliará como as partes moles (músculos)  e funções de mastigação, deglutição, fala e respiração estão interferindo no trablaho do ortodontista;contribuindo consideravelmente para o sucesso do tratamento. Após avaliação, caso seja necessário intervenção, será traçado um planejamento individual e tratamento fonoaudiológico para a correção das alterações e adaptção a um novo padrão de vida do paciente.
        O trabalho concomitante entre a fonoaudiologia e a ortodontia é necessário para que os músculos faciais se adaptem a nova situação dentária e não interfiram na movimentação dos dentes.       
         Sem essa integração fono-ortodontia, o tratamento poderá não só ficar lento, como o problema reincidir após a retirada do aparelho. Com isto, o trabalho da fonoaudiologia contribiorá para garantir ao seu paciente com alterações dentárias, uma cavidade bucal com movimentação equilibrada dos músculos, associada a uma arcada dentária com oclusão satisfatória, garantindo o sucesso do tratamento.
        Sendo assim, antes de reclamar que seu" tratamento ortodôntico está lento" ou que "você faz uso de aparelho há 10 anos e nunca termina" ; procure fazer uma avaliação fonoaudiológica e ortodontiva detalhada : 
www.fonoaudiologia.med.br

RESPIRAÇÃO ORAL E A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO E ORTODÔNTICO
A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio-facial.
Ela deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos.
Dentre eles podemos citar: 
hipertrofia de amígdalas e adenóides
rinite
bronquite
sinusite
Quando ocorre algum destes impedimentos, observa-se obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo necessite respirar pela boca.
É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar.
Este tratamento compete ao alergista, otorrinolaringologista, dentista, ortodontista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta.
Sendo assim, acredito ser muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas: 
Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento da altura da metade inferior do esqueleto dentofacial;
Apresenta olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;
Possui as asas do nariz hipodesenvolvidas;
Apresenta mau hálito;
À noite, seu sono é agitado, baba e ronca;
É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;
Apresenta rendimento físico diminuído;
É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;
Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;
Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;
Apresenta postura corporal incorreta;
Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar seqüelas na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentária que não possibilita o vedamento labial. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua.
Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.
O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentária a qual denomina-se má oclusão que pode ser biprotrusão de arcadas dentárias, mordida aberta, mordida cruzada, classe II, entre outras.
Então, o indivíduo necessitará, em determinado momento, do tratamento ortodôntico que, provavelmente, será realizado em conjunto com o fonoaudiológico.
É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral por hábito), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.
Pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar